

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus”. Jo. 3:16-21
Quem já não ouviu ou falou esta frase: “Eu te amo”.
Minha filha de 3 anos há alguns meses começou a dizer “I love you Daddy” que quer dizer: “Eu te amo papai”. Às vezes ela fala nos momentos mais inesperados, às vezes, antes de pedir algo, na hora de dormir, quando vamos passear ou até mesmo antes de comer.
Mas por mais bonito ou dócil que pareça, tenho certeza que ela não compreende ainda o que isso envolve e o que exatamente significa e implica.
Gostamos de pensar nos benefícios do amor, mas não podemos deixar de lado as responsabilidades e obrigações daquele que ama.
Nesta passagem mesmo vemos duas coisas fundamentais para aqueles que amam ou dizem que amam. Crer e Praticar.
Crer – acreditar, dar por verdadeiro, ter confiança.
Praticar – Levar a efeito, fazer, converter em obras, realizar.
Não basta somente dizermos “Eu te Amo Oh Deus”, se eu não estiver disposto a converter ou manifestar este amor num estilo de vida que demonstre esse amor. Poderíamos até dizer que o amor deve ser demonstrado em Fé e em Obras.
Do outro lado temos Deus, o Criador do universo, que não precisou passar pelo processo, ou aprendizagem para poder entender o que é amor, porque em Sua Palavra mesmo lemos: “Deus é Amor”. Ele demonstra um lado do amor que muitos não gostam de pensar ou aceitar, que é o lado sacrificial do amor.
Deus não só acredita no amor como também praticou esse amor nos entregando aquilo que Ele tinha de melhor, de mais precioso – Seu único Filho – Jesus Cristo.
Nesse amor que Ele demonstra vemos também como está interessado de nos ter do seu lado, por toda a eternidade, livres de todo pecado, morte e condenação.
O interessante é que a única coisa que nos impede de receber e desfrutar deste amor também é o amor - os homens amaram mais as trevas do que a luz, - o amor pelas trevas, o amor pelo erro.
Se verdadeiramente queremos desfrutar do amor de Deus e de todos os seus benefícios também teremos que estar dispostos a amar como Ele nos ama, sacrificialmente. Crendo e demonstrando, acreditando e manifestando, em fé e em obras.
Este é o amor de Deus – Amor Sacrificial.
Ap.Leyff Wenderson
Conferencista Internacional
“Certo homem tinha dois filhos. O mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence. E o pai repartiu os bens entre os dois. Poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longinqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente. Tendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades. Então ele foi e se chegou a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. Ele desejava encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada. Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti. Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus trabalhadores. Então, levantando-se, foi para seu pai. Quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se lhe ao pescoço e o beijou. O filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, já não sou digno de ser chamado teu filho. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor túnica e vesti-o com ela, e ponde-lhe um anel a mão, e sandálias nos pés. Trazei o bezerro cevado, e matai-o. Comamos, e alegremo-nos. Pois este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se.”
É bem provável que você já tenha lido ou ouvido esta história, gostaria de ressaltar alguns aspectos na vida deste filho e outros aspectos na vida do pai.
Aspectos na vida do filho:
• “Dá-me a parte dos bens que me pertence”. Ao dizer isto ele mostra aqui uma realidade que nós também atravessamos. O desejo de ser independente, ele não queria mais estar embaixo da cobertura do pai, ele não queria mais ser submisso, ele queria ter o controle da sua própria vida, ou como costumamos dizer “ele queria ser o dono do próprio nariz”.
Muitas vezes quando pensamos pelo lado espiritual é exatamente assim que nos sentimos, queremos independência de Deus, queremos sair debaixo da cobertura que Deus como um pai nos dá, não queremos mais ser submissos, e pensamos que podemos viver o ser “o dono do nosso próprio nariz”, viver da forma e do jeito que bem quisermos. Mas a verdade é que não conhecemos o dia do amanhã e quando saímos debaixo da cobertura do “PAI”, ficamos vulneráveis para todo tipo de situação e ataque.
• “Houve naquela terra uma grande fome”. Hoje também vemos ao nosso redor a mesma realidade, não só a fome por comida, onde infelizmente vemos pessoas matando, roubando ou até se vendendo para poder ter um prato de comida, mas a fome do amor, a fome do carinho, a fome de justiça, a fome de amizade, a fome de acreditar em algo ou alguém, a fome espiritual. Como este jovem procuramos saciar esta fome no lugar errado, no meio dos “porcos”, em ambientes que não podem suprir esta fome, em lugares onde “ninguém está disposto a nos dar nada. Mas algo bom aconteceu na vida deste jovem, um “turning point”, uma virada radical.
• “Caindo em si”. Enquanto isso não ocorre a mudança, também não pode acontecer, cair em si é perceber que tínhamos mais embaixo da cobertura do “PAI” do que naquilo que pensamos que seria o melhor para as nossas vidas, cair em si poderia ser igualado ao que chamamos de arrependimento, que simplesmente significa mudança de direção, é necessário essa mudança de direção, não para experimentar mais uma “coisa”, mais um relacionamento, mais uma religião, mais passeio, mais uma bebida, mas para voltar aos braços do Pai.
• “Levantando-se, foi para seu pai”. Ele não só caiu em si, como ele realmente fez aquilo que tinha programado em seu coração, muitas vezes até temos esta realização que “O Pai tem algo melhor pra mim”, mas enquanto não agirmos naquilo que pensamos, não teremos os benefícios de estar nos Braços do Pai.
Aspectos na vida do Pai
• “Quando ainda estava longe, viu-o seu pai”. Antes dele se aproximar seu pai já tinha lhe visto, o PAI nos vê de longe, não só isso, mas ele também conhece o nosso jeito de andar, antes dele chegar perto o pai já sabia que era seu filho que estava voltando. Da mesma forma o nosso PAI espiritual sabe quando estamos voltando para perto D´Ele.
• “Moveu-se de íntima compaixão”. Ele nem pensou na afronta que foi do filho ter pedido a parte dos seus bens, que praticamente significava, “pai eu não sei quando o senhor vai morrer e eu também não quero esperar para poder ter minha parte da herança”, o pai foi movido por um sentimento muito maior do que seu filho tinha feito. Muitas vezes pensamos que é o PAI que nos coloca em situações adversas, mas a verdade é que a maioria de nós só reconhece aquilo que temos após termos perdido, ou a outra maioria é que não sabemos onde encontrar porque nunca tivemos um referencial. Mas uma coisa é certa eu posso lhe garantir, o nosso PAI espiritual se move com a mesma intensidade quando Ele vê um filho voltando para seus braços.
• “Correndo, lançou-se lhe ao pescoço e o beijou”. O pai tinha pressa de chegar para junto do filho, e quando ele se aproxima não foi para acusar, repreender, corrigir, condenar, mas foi para demonstrar amor, afeto e carinho, da mesma forma nosso PAI espiritual, tem pressa em nos encontrar porque seu amor ele já demonstrou quando entregou Seu Filho, para morrer por nós, para que todos pudéssemos nos tornar Seus filhos.
• “Trazei a melhor túnica, anel e sandálias”. O pai não queria que ele andasse ou que ele fosse visto cheirando mal, o pai queria que ele fosse reconhecido como seu filho, o anel simboliza autoridade, o pai estava lhe restabelecendo como filho, e as sandálias eram para que ele sentisse a firmeza no seu caminhar, sem medo que algo pudesse ferir os seus pés a partir daquele momento. Nosso PAI espiritual também quer tirar as vestes que nos fazem lembrar de nosso passado, que nos trazem tristes recordações, que nos fazem lembrar da época da fome, e em lugar desta tristeza Ele quer nos vestir com novidade de vida, com vestes de louvor. Ele quer colocar o anel em nossa mão que nos identifica como filhos abençoados, ele quer nos dar sandálias que possam fortalecer a nossa nova caminhada espiritual.
“Trazei o bezerro cevado, e matai-o. Comamos, e alegremo-nos.” . O pai queria celebrar porque este seu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido e foi achado. Da mesma forma Deus como um PAI quer celebrar quando retornarmos ao seu cuidado, Ele tem uma mesa posta para nós, farta com tudo aquilo que necessitamos, Ele não quer somente retornemos ao seu cuidado mas que possamos celebrar e desfrutar da intimidade de estar nos braços do Pai.
Ap. Leyff Wenderson
Conferencista Internacional